Otoniel Tavares
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Mão de obra

Eu tinha 140 pessoas na diária. Foi o pior jeito de tocar obra

A história de quando eu tocava 17 obras pagando todo mundo por diária, o que deu errado e por que hoje eu só trabalho por produção.

Por Otoniel Tavares · 27 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Esse texto saiu de um vídeo meu. Assista no Instagram

Teve uma época que eu tinha 140 pessoas trabalhando pra mim. Todo mundo na diária.

Eram 17, 18 obras ao mesmo tempo. E eu não tinha fiscal. Quem rodava as obras era eu. Eu fiscalizava, gerenciava, falava com cliente, voltava pro escritório. Minha esposa fazia as compras.

A gente fazia tudo. E fazia tudo mal feito.

Não tinha como ser diferente. Não dá tempo de fiscalizar direito, supervisionar, atender o cliente e ainda entender o que está acontecendo com cada equipe. Alguma coisa sempre fica pra trás.

O problema da diária não é o valor

É o incentivo.

Na diária, o pedreiro recebe pelo dia que ele esteve na obra. Fez muito ou fez pouco, o dia está pago. Então quem precisa garantir que o serviço anda é você. E se você não está lá olhando, ninguém está.

Com 18 obras, eu não estava em lugar nenhum por tempo suficiente.

O resultado é o que todo dono de obra conhece: prazo que estica, custo que sobe, e aquela sensação de que tem gente demais na obra pra pouca coisa pronta.

O que mudou quando eu parei

Passei a trabalhar com produção. A equipe recebe pelo que executa.

Isso não significa que a fiscalização some. Pelo contrário. Na hora da medição você vai ter que conferir o que foi feito, se foi bem feito, e só pagar aquilo. Mas a lógica inverte: agora quem precisa fazer a obra andar é a equipe, porque é assim que ela recebe.

Mesmo com pouca fiscalização no dia a dia, eles têm que produzir pra receber.

Foi isso que me permitiu crescer sem enlouquecer. Hoje já passaram mais de mil funcionários e prestadores pelas obras da Tavares, e o que segura tudo é esse sistema, não eu correndo de obra em obra.

Se você está construindo a sua casa

Você não tem 18 obras. Tem uma. Mas o problema é o mesmo, só que menor: você também não consegue estar lá o dia inteiro.

Então a pergunta que eu te faço é: se você sumir da obra por uma semana, o que garante que o serviço vai andar?

Se a resposta é "nada", você está na diária, mesmo que o contrato diga outra coisa.

O caminho é:

  1. Fechar a mão de obra por empreitada, dividida em etapas e serviços.
  2. Medir o que foi feito em cada período.
  3. Pagar só o medido.

Eu explico o passo a passo em como contratar a mão de obra por etapas e em como fazer a medição da obra.

Sua obra sob controle, do contrato ao último pagamento

O método que eu uso nas obras da Tavares: contratar por etapas, medir e pagar só pelo que foi feito.

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Perguntas frequentes

Quanto custa a diária de pedreiro?

Varia muito por região e muda o tempo todo. Mas na construção de uma casa inteira, o valor da diária importa menos do que quantos dias a obra vai levar, e isso a diária não controla.

Trabalhar por produção não faz o pedreiro correr e fazer mal feito?

Pode acontecer se você não medir. Por isso a medição precisa conferir qualidade, não só quantidade. Serviço mal feito não é medido até ser corrigido.

Dá pra misturar diária e produção?

Dá, em serviços pequenos ou difíceis de medir. Mas o grosso da obra deve ser por produção.

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